Paulo Franke

11 agosto, 2014

Família DA COSTA (Salles) MEDEIROS... de minha Mãe.

Tendo publicado uma matéria sobre meus antecedentes paternos, chegou a vez de fazê-lo com relação à família de minha saudosa mãe, Ida Salles Medeiros (Franke). Este, no entanto, não é um tratado genealógico isento de engano, talvez, pois as informações foram prestadas por parentes a maioria já falecida. É antes  uma recordação de parentes do lado materno que nos deixaram e, com eles, muita saudade, naturalmente dos que conheci.





O patriarca Laudelino da Costa Medeiros, sua esposa Auta da Costa Medeiros e seus filhos, dos quais cheguei a conhecer Izaura (Chininha) e Mario, o caçula, no ano de 1977, quando vivemos em Porto Alegre.


Alguns membros da família possuem o "livrinho" que ele escreveu em junho de 1936 contando a saga da família. Sou um dos privilegiados que o possuem.



Não sei até que ponto é confiável, mas o escudo da família é o acima.


Em 2001, já residindo na Finlândia, terra de minha esposa, visitei as Ilhas dos Açores (link abaixo). Certo dia, na cidade de Ponta Delgada, tomei a lista telefônica da Ilha de São Miguel e fiz cópia das três páginas inteiras do sobrenome  Medeiros. Considerando que é uma ilha pequena, é algo surpreendente! Mas na genealogia da família há uma pequena menção lançando luz a que tenham vindo dos Açores ou/e da ilha da Madeira, pelo menos alguns membros. O nome também é comum em uma região de Portugal.
O sobrenome Da Costa também consta na relação de cristãos novos, judeus sefarditas fugidos da inquisição, nada provado ser o nosso Da Costa, mas...


Meu bisavô, Laudelino  da Costa Medeiros, nasceu em 21.11.1849, em Herval-RS, na Estância do Cerro do Bahú.  Seu livrinho, escrito em 1936, prova que tinha 87 anos quando "pegou na pena":
 "Minha mãe deixou aos filhos regular herança em campo, gado e escravos, porém a sorte foi ingrata comnosco... eu não em extravagância, porém em reveses de negócios, perdi totalmente meus haveres." (pag. 6)

"Minha irmã Adelina e eu fomos pela natureza dotados de ânimo e resignação. Ella foi para Pelotas, viuvou, porém soube encaminhar seus filhos pelo caminho reto do dever e da honra e são hoje umas pessoas de préstimo, brio e vergonha" (pag 6).



"Adelina casou-se com nosso parente João Salles, muito bom moço e também em boa posição pecuraria, porém, com a revolução de 93, seu prejuiso foi quasi total" (pag.6).

Nota:

Há um histórico de parente casando-se com parente, algo bem comum no passado... Por exemplo: meu avô Pradelino (primeira foto) casou-se com sua prima, Maria Auta, filha da tia dele, Adelina.  Essa ocorrência fazia com que as riquezas fossem conservadas "dentro da família", porém o que se constata pelo livrinho honesto do bisavô Laudelino, é que "as riquezas tomaram asas e voaram..."

Ficaram como "herança" ou marca registrada da família as sobrancelhas retas - espessa nos homens - até a presente geração, pelo menos no meu lado da família, o que o leitor poderá constatar em quase todas as fotos publicadas.

Parte da história da família tem sido publicada no livro "A História do Herval", de Manoel da Costa Medeiros.



Agradeco à parente Idala Domingues Matte pelas Necrologias aqui constantes.
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Meus avós Pradelino e Maria Auta, novamente: ela filha da bisavó Adelina, irmã do bisavô Laudelino. 


A triste necrologia de minha avó, Maria Auta Salles de Medeiros, que faleceu jovem e deixou minha mãe com 5 anos... Abaixo, seus filhos já mocos. 


 Sylla Salles Medeiros (casada com Aulino Medeiros), minha madrinha.


 Plínio Salles Medeiros (casado com Emma Berg)
Ver postagem recente "Tia Emma, a primeira mulher a trabalhar no Banco do Brasil no Brasil" (link abaixo)


Minha mãe, Ida Salles Medeiros (casada com Darcy Franke)
(link abaixo)



Lacy Salles Medeiros (casada com Adolpho Wohlfeil)


João da Costa Medeiros (casado com Judith Muller)

Foto conseguida bem recentemente 2017...


Representando seu pai, tio João Salles Medeiros - cuja foto está sendo procurada - casado com Judith Muller, o primo Delvair.
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 Adelina, avó de minha mãe, bisavó materna que chamávamos carinhosamente de "Vozinha" e que morava em Pelotas, na Av. Bento Gonçalves, no mesmo quarteirão que nossa família, na década de 50. Vozinha faleceu com 105 anos, em Pelotas, no ano de 1955.



Lembro-me da festa de 100 anos da "vozinha", na foto cortando o bolo, rodeada por seus filhos vivos e noras. Logo acima dela, minha tia-avó Lydia Franke Salles, que se casou com um dos filhos viúvos de Adelina, Marcionilo. Centenária, amada pela família, era também preservada de saber do falecimento dos filhos quando ocorria, algo que sempre considerei triste, mesmo como menino. Conheci cada um da foto.




"Avós" Arthur e Ernestina Ávila com os filhos Nere, Nede, Newton e, o mais velho, tio Ney (sentado). Por que a este chamávamos tio? Porque se casou com uma irmã de meu pai, tia Dalva, que neste ano, em dezembro, completará 100 anos. Embora não os tratássemos por tios, sempre os consideramos, e as seus filhos primos.


A festa de casamento de meus pais, em janeiro de 1936, foi realizada na grande casa ajardinada dos seus tios, em Pelotas, na rua Marcílio Dias.


 Aqui, eles no primeiro ano de casados.


E mencionando casamento, minha mãe, à direita, com suas irmãs na festa de casamento de um de meus irmãos, no início da década de 80.


Na mesma ocasião, primos se reuniram. Sentados, primos Ávilas: Arthur José, Adriene, Paulo e Clarisse (as duas do meio esposas), sendo que a prima Clarisse, sentada à direita, filha dos tios Ney e Dalva, também leva o nome Franke por parte de mãe (é uma prima "dos dois lados"!). 
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Em pé, à esquerda, o saudoso primo Fernando Medeiros Wohlfeil e sua esposa Sandra.  E aqui expresso o meu agradecimento, pela maioria das fotos, à Sandra, nora da tia Lacy, e ao seu filho, que até hoje chamamos Fernandinho, que as escaneou.
Uma vez que as mesmas fotos de minha mãe haviam sido perdidas  - por ocasião de uma mudança de um apartamento para outro - Sandra forneceu-me recentemente as mesmas, visando e possibilitando esta postagem. Atitude muito nobre, pois guardou com carinho as fotos de sua sogra, Lacy, já falecida, mesmo sem ter conhecido a maioria dos parentes dela.

Esta foto tem um significado especial... é a da bisavó Adelina tendo ao colo o Fernando bebê... ela faleceu com 105 anos e ele, no início dos anos 2000, com somente 54 anos.

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Eu, minha esposa Anneli e filhos Deborah, a mais velha, à direita,  Aaron, o caçula, e Martta, a do meio, em foto da visita que o filho nos fez, vindo do Brasil, no início dos anos 2000, quando toda a família já estava morando na Finlândia (ele ainda é o único que não).



Ainda que eu tenha o sangue alemão do Franke, e minha filha o finlandês, Hämäläinen, nossos traços fisionômicos, principalmente as sobrancelhas  - e os olhos verdes da vó Ida - vêm de longe, do bisavô Laudelino da Costa Medeiros!

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Outros parentes de Laudelino da Costa Medeiros.



Minha mãe guardava e me presenteou o antigo jornal, quase se esfarelando, com um artigo de um parente seu, Astrogildo Pereira da Costa, o Barão de Aceguá.



Felizmente, uma sobrinha, filha de uma irmã minha que faleceu há exatamente um ano, trabalha na Bibliotheca Pública de Pelotas e forneceu-me uma cópia do mesmo jornal "A Tribuna", de 19 de janeiro de 1913, do acervo da biblioteca. Ampliando o documento, poderá facilmente ser lido.

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L i n k s

O centenário de meus saudosos pais, em 1913 e 2014, respectivamente:

http://paulofranke.blogspot.fi/2014/06/minha-mae-ida-medeiros-da-costasalles.html

http://www.paulofranke.blogspot.fi/2013/07/meu-pai-hoje-faria-100-anos-dia-dos.html

Tia Emma Berg Medeiros, a 1a mulher a trabalhar no Banco do Brasil no Brasil:

http://paulofranke.blogspot.fi/2014/07/tia-emma-berg-medeiros-1a-mulher.html

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7 Comments:

  • Bem, vamos lá: para começar fiquei de novo emocionada e ao mesmo feliz por me fazeres lembrar de todas as pessoas que conheci, lembrando com saudades das que já partiram.
    Quanto ao Ávila ou Avila, a coisa é um pouco confusa, alguns de nós tem o acento agudo e outros não, p. ex. a Adriene tem e eu não. Na minha certidão de nascimento e no atestado de óbito do pai, nenhum acento.
    Repassei aos meus filhos e outras pessoas que achei que gostariam da leitura.
    Tanto a Martta como o Aaron, lembram muito a Tia Ida.
    Não lembro do nome da que está tb sentada, do outro lado da vó, lembro que a conheci bem, me ajuda a lembrar o nome, certo?
    Quanto a ajuda da Sandra e Fernando, acho de muito carinho e sinto uma tremenda pena de não tê-los encontrado antes do Fernando partir.
    Mais uma vez, completas alguns momentos do dia com tuas palavras de afago e boas lembranças.
    Um beijo

    By Anonymous Clarisse Franke Avila, at terça-feira, agosto 12, 2014 12:30:00 AM  

  • Marta Medeiros Arús
    - Neta do Tadio da Costa Medeiros, da foto do Laudelino e família.


    Paulo, meu bisavô é tb o Laudelino da Costa Medeiros, tenho os dois livros que citas no blog, o da Familia da Costa Medeiros escrito por nosso bisavô e o "A História do Herval", de Manoel da Costa Medeiros. Gostei muito do blog, são meus antepassados tb.

    By Blogger paulofranke, at terça-feira, agosto 12, 2014 7:50:00 PM  

  • Suzete Botelho
    Rio Grande-RS

    Adoro a dedicação que você tem para pesquisar sobre seus antecedentes; seus pais ficariam orgulhos se pudessem ver. Um abraço

    By Blogger paulofranke, at terça-feira, agosto 12, 2014 8:24:00 PM  

  • Adorei, parabéns pelo trabalho de recuperação da nossa história!!

    Angela Santi

    By Blogger paulofranke, at sábado, agosto 16, 2014 7:00:00 PM  

  • Deborah Franke Miranda disse...

    Gostei muito de ler sobre esse post. Aproveitei e já mostrei as fotos de nossos antepassados para a Isabel. Há dias atrás ela estava curiosa em saber sobre seus bisavós, tataravós...

    By Anonymous Anônimo, at quarta-feira, agosto 20, 2014 9:45:00 PM  

  • Embora não faça parte da família mas fui adotado por um membro desta (Plinio Salles Medeiros e Emma Berg Medeiros) passei minha infância em Pelotas e revivi instantes maravilhosos com pessoas desta linda familia. Saudade de Artur e Paulo Avila com quem tive mais contato pois estudamos no Colegio Assis Brasil e moravamos perto na rua Anchieta.

    By Blogger jaime berg, at terça-feira, setembro 15, 2015 1:11:00 AM  

  • Muito bom, parabéns pelo teu trabalho. Somos "parentes", descendemos desses velhos troncos dos Costas, sou trineto do irmão do Brigadeiro Astrogildo, Tenente Nazeazeno. Em Jaguarão, pretendemos para o ano fazer um trabalho em relação ao Barão de Aceguá. Se puder entrar em contato com dados sobre ele para a minha pessoa, lhe agradeço, cordial abraço. Renato da Costa Oliveira (renatocoliveira@msn.com)

    By Blogger Renato da Costa Oliveira, at segunda-feira, novembro 16, 2015 5:39:00 PM  

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