Paulo Franke

09 fevereiro, 2016

Post 11 - L.A. downtown / Cemitério Lawn Forest / Santa Monica

Post 11

Sempre há um dia mais triste nas viagens... este foi o desta.



Para começar, no dia anterior planejei visitar um cemitério e localizar sepulturas de artistas. Seguindo informações obtidas no próprio hotel, tomei um ônibus e ainda tive que caminhar diversos quarteirões enormes para chegar... Caminhar em si faz bem, claro. Mas rir também... e foi o que fiz ao ler o "Um brilhante Ano Novo", votos da floricultura do cemitério. 



Chegando ao grande portão principal, fui à recepção para encontrar uma recepcionista de má vontade, dizendo-me que sepulturas de artistas são particulares e não devem ser visitadas sem permissão. Em todo o caso, pediu-me o nome de um artista e prontamente falei "James Stewart", para ela acessar o computador e dizer-me secamente que havia dezenas de pessoas com o nome James Stewart... Não demonstrando o mínimo interesse, resmungou que as sepulturas de Elizabeth Taylor e de Michael Jackson estavam lá, dobrando à direita e subindo a colina...



A colina era enorme e levei muito tempo para subir caminhando. Mas, enquanto isto, vi esta árvore cortada, provendo-me de uma lição imediata... artistas são pessoas normais e, mesmo que sejam imponentes e sobressaiam das demais pessoas, um dia suas vidas também são ceifadas, como o tronco dessa árvores... Fui então esmorecendo e perdendo a esperança e mesmo o interesse de, naquele cemitério imenso, encontrar alguma sepultura de artista conhecido. E, afinal, pra quê?




Alguém que trabalhava no cemitério informou-me que a sepultura de Lys Taylor ficava "logo ali" sem precisar onde...  De repente, vi uma que se destacava de todas as demais, que se limitavam a plaquinhas no chão. Desci com certa dificuldade para ler o nome da dona da sepultura... Aimee Semple  McPherson! Não era a da famosa atriz, mas a de uma pessoa também muito conhecida e... dramática.






Conhecida como "a evangelista de Los Angeles", foi a fundadora da Four Square Church (Igreja do Evangelho Quadrangular) e o leitor interessado poderá encontrar no Google em inglês e talvez em português muita informação sobre seu ministério.
Como gosto de história, já me dei por satisfeito em encontrar a sepultura da evangelista que, por ter raízes no Exército de Salvação, imitava o fundador William Booth em seus métodos extravagantes (um dia ela entrou na reunião de sua igreja em uma motocicleta) e também Catherine Booth, pois foi igualmente uma das pioneiras do ministério feminino, até então exclusivo dos homens.
No Mausoléu, atrás de sua sepultura, encontrava-se o túmulo de Michael Jackson, mas particular e barrado à visitação (na verdade, eu nem interessado estava sequer em vê-lo).


Desistindo da visita e voltando para o portão principal, gostei do estilo europeu destas casas da administração....


... e desta fonte de uma igreja evangélica, que não me preocupei em guardar o nome. em frente ao grande cemitério.

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Como era cedo ainda e eu precisava preencher as longas horas à frente, tomei um ônibus para o centro de Los Angeles. Diferindo bastante das zonas centrais de grandes cidades, constitui-se somente de um punhado de edifícios modernos, mas não tantos como seria o normal.


Lembrava-me somente do Los Angeles City Hall, o prédio da prefeitura. Desde sua inauguração em 1928 e até 1964 foi o edifício mais alto da cidade, não mais.


Outro edifício de estranho estilo arquitetônico que fotografei... o Walt Disney Concert Hall, se não me engano.


De repente, deparei com esta declaração de um dos fundadores da cidade, em 1820... "Eu acredito que Los Angeles está destinada a tornar-se a cidade mais importante deste país, senão do mundo inteiro." Fui meditando na sua veracidade nas próximas horas daquele dia...



No centro de Los Angeles decidi "dar uma voltinha" na famosa praia de Santa Monica, onde eu almoçaria. Tomei um desses ônibus, paguei 1$ e andei... inesperadas duas  horas! Parecia que nunca chegava, mas aproveitei para perceber o tipo de pessoas que se utilizam de ônibus, já que a cidade é conhecida por um emaranhado de highways por quase a totalidade da população possuir carro e não tomar condução.
Então me lembrei das palavras de Jesus... Os pobres sempre tereis convosco... pois é tipo uma "tour por uma outra L.A.". Quando, depois de quase duas horas vi que estava em Beverly Hills, quase não acreditei (sem mais comentários)... Mas valeu e num sentido cumpri com uma tradição em viagens que é misturar-me ao povo típico da terra e "ser um deles" (lembrando-me de mim em lotações no Egito...). Todos os turistas deveriam entrar em um ônibus de L.A., penso eu, uma experiência nada charmosa ou encantadora, mas válida.


Vi, chegando enfim em Santa Monica, brasileiros manobristas de carros em um grande restaurante, inclusive um tentando entender este modelo e discutindo com outro brasileiro como fecharia a porta. Preocupados com o problema, não houve chance de um papo com eles.



Com muita fome, pois já passava bastante da hora do almoço, procurei restaurantes mas, não encontrando nenhum com comida que me agradasse, entrei em um mexicano e paguei $ 25.00 por este prato, com o frango nada apetitoso, queimado por fora e cru por dentro... Acontece... E à saída o antes atencioso garçon me olhou feio por eu não lhe ter deixado gorgeta, de propósito. 

A todas essas, e começando a chover, nem fui ao famoso pier da praia de Santa Monica. Peguei um ônibus de volta para L.A., imaginando outras duas horas até lá chegar. Felizmente ouvi do motorista, a um certo ponto, da conexão para o metrô em Culver City. Desci rapidamente do ônibus e tomei o conhecido metrô o qual tomara para visitar o estúdio da MGM-Sony.
Dali para o hotel foi um pulo! E o quanto eu precisava desse pulo após o dia, digamos, menos charmoso da viagem!
Teria Henry E. Huntigton razão ou não? Ficou a pergunta no ar depois da "turnê de ônibus de linha"...

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L i n k s

O Exército de Salvação aparecer em filmes é tão antigo quanto o cinema:


Mais sobre Aimee Semple McPherson, em inglês:

http://www.notablebiographies.com/Ma-Mo/McPherson-Aimee-Semple.html#ixzz3zNOmXIeT

The last but not the least:

Algo que ninguém sabe enquanto está comendo seu hamburger no "Méqui"... Quando o motorista da mulher do proprietário do McDonald's errou o caminho e ela viu pela primeira vez grande pobreza em sua cidade na Califórnia... o que de imediato a levou à ação:

http://www.paulofranke.blogspot.fi/2012/12/a-maxi-doacao-do-mcdonalds-ao-salvation.html

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Próxima postagem, a penúltima:

Visita ao Estúdio da Paramount Pictures e ao Hollywood Sign.

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1 Comments:

  • Paulo, não tinha escrito ainda nenhum comentário, mas aqui, te imaginei,na nossa franKEza,q deve mesmo ter sido um pouco chocante. Sinto isso no Rio de Janeiro heeee.
    Como sempre bom ler teus posts. Bjoss

    By Anonymous Clarisse Avila, at terça-feira, fevereiro 09, 2016 1:34:00 PM  

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